31.12.11

polly inspired me

Estava no weheartit e encontrei uma imagem que dizia "in 2012 I wish to go to London". 
Wow.
Isso deu uma volta nos meus pensamentos aqui dentro desta cabeça de ervilha - sim, eu sei do que falo - e comecei a pensar realmente no que foi o meu ano.
Este foi, sem dúvida e em 21 anos, o melhor ano da minha pequenina existência.
Para começar passei o ano com as minhas numa noite só de risada! Chegar a casa de manhã, deitar-me na cama e pensar como é bom ter amigas verdadeiras e que sei que não vão sair dali.
Depois vieram os passeios por sítios que eu não conhecia e o bonito do geocaching, era mesmo agradável e cada cache que encontrávamos era uma surpresa.
E o meu aniversário! E as minhas pestanas. E as minhas amigas. E mais não digo.
Nevou na Madeira, já não nevava há imenso tempo. Pelo menos da maneira que foi.
Licenciei-me. Tirei o curso naquilo que queria. Quer dizer, mais ou menos. Mas foi um grande passo para mim. Fui a segunda licenciada da família. Fui um motivo de orgulho para os meus pais e para mim. Descobri que afinal consigo fazer alguma coisa!
Depois algo que não estava bem, deixou de estar. Eu não fiquei bem, mas melhorei. E quando melhorei fiquei fantástica!
Tão fantástica que consegui fazer com que este Verão fosse o melhor de toda a história!
Aproveitei cada momentinho como se fosse o último da minha vida e como se nunca mais tivesse um Verão para curtir.
Apanhei uma infecção grave na laringe - durante o melhor momento do meu Verão - mas ainda assim o V esteve sempre ao meu lado para me apoiar e me fazer ver que ficar muda (durante uma semana) não era assim tão chato.
Em 2011 encontrei o amor. Encontrei a princesa que estava desaparecida dentro de mim.
E vale a pena. Ainda bem que ele não desistiu e que eu deixei.
No fim do Verão descobri que pessoas que pensei conhecer mesmo por dentro, afinal não conheci assim tão bem...nem nunca mereceram um sorriso, uma lágrima e tanto que já fiz. Mas ainda bem que aprendi. Porque depois disso veio o momento alto do ano!
Realizar o meu sonho.
Eu consegui.
Eu vim viver para Londres.
E não vim sozinha.
Feliz 2012

Obrigada a todos os que me ajudaram a seguir o meu sonho e que me ajudaram a lutar um bocadinho mais todos os dias.
Obrigado papás.

26.12.11

natal novo, ano novo, blog novo, vida nova, pensamento novo...

É. A minha estratégia para o novo ano (sim mais uma daquelas coisas estúpidas das resoluções que a meio do ano já ninguém se lembra de qual era ao certo) é analisar-me.
Sim. Ver aquilo que sou boa a fazer, o que sei fazer bem e o que não sei fazer bem mas que posso melhorar.
E no que posso melhorar procurar formação nessa área.
Depois de ver este vídeo no TEDtalks, que é qualquer coisa de genial e inspirador, decidi que tinha que dar um rumo ao meu sonho.
Em conversa com alguém que sabe gerir pessoas - que trabalha no departamento de recursos humanos de uma empresa - fez-me ver que o que eu preciso antes de encontrar o trabalho que me irá completar e me dar o prazer que me fez lutar pelo sonho, eu tenho que me conhecer.
Ele fez-me perguntas como "se um extraterrestre viesse cá, o que é que fazias com ele?" "Estás num elevador e tens 30 segundos para te vender à pessoa que tens ao teu lado." Pois. Nesta segunda resposta fiquei calada. Mas se um ET viesse até mim eu levava-o a conhecer pessoas. A falar com pessoas e mostrava-lhe como o ser humano funciona. E se calhar é isso que me define.
É mesmo isso que eu gosto de fazer...trabalhar com pessoas.
Ouvir pessoas, conversar e comunicar.
Tenho um novo projecto que em breve comunico à blogoesfera (a seu tempo, não fiquem ansiosos porque pode demorar).
E quem gosta do novo aspecto do blog? Está mesmo fofinho, graças à Joana M. que o personalizou com todo o amor e carinho do Mundo!
Espero que o vosso natal tenha sido de arromba!
Eu recebi muitas prendinhas, mimos e amor. Nunca pensei que este natal fosse tão bom, dadas as circunstâncias. Obrigada à família Da Silva Davies.
E a todos vocês... boa sorte com tudo, e nunca desistam daquilo porque lutaram arduamente um dia.
Vale sempre a pena. Se vos move por dentro, se vos dá prazer...é porque vale a pena.
Be happy.
Obrigada por estares sempre aqui... para me limpar as lágrimas e apoiar, sempre V.

22.12.11

a thing called xmas #2

Estou mesmo muito entusiasmada para este Natal.
Não sei se por passá-lo longe da minha família.
Não sei se por passá-lo com a família que adoptei.
Ou não sei se porque vou passá-la com uma pessoa muito especial para mim.
Os meus natais sempre foram iguais... já estava na altura de mudar não é?
Almoçar na casa da avó paterna (ai aquela comidinha boaaaaa) e jantar na casa da avó materna (sem apetite nenhum diga-se, depois de enfardar tanto na casa anterior) juntamente com os chocolates, os sorrisos, as cenas tradicionais de cada natal.
Este ano vai ser completamente diferente.
E eu quero ver.
Hoje vou andar no gelo. A pequenina faz anos, e eu tenho um carinho muito especial por ela. Uma miúda com 11 anos que fala de Gossip Girl, como se tivesse crescido ao lado da Blair.
Amanhã é girl's night em Brixton e aposto que vai ser o máximo, assim só para começar o Natal em grande!
Feliz Natal.

 




17.12.11

a thing called xmas #1

Eu disse que ia começar a cuidar mais de mim.
Cremes, unhinhas cuidadas (as dos pés inclusive), e tudo mais... e assim foi.
Na quinta-feira, depois do dia inteiro a fazer nada, tive a sessão de cuidados corporais.
A F chegou a casa com uma vontade do Mundo de decorar a casa à Natal.
Pôs flocos de neve na janela, estrelas nas parades e bolas numa planta que temos na sala. 
Nesse dia foi o jantar de Natal cá de casa. Foi giro. Cada um cozinhou uma coisa e a mim calhou-me a sobremesa. Optei pela mousse de limão, 15minutos e bem boa! Boa para quem tem diabetes, amarguinha!
No dia depois acordei bem cedinho e enfrentei um dia gelado e com chuva para tratar da manicure.
Sentei-me à mesa. E senta-se um rapaz à minha frente.
E mete a máscara.
"Não! NÃO! Mas... o que é que está a fazer? Largue as minhas mãos, nããããooo... não toques nas minhas unhas."
E só sorri. "Sim sim, quero-as bem naturais e pequeninas sff." :O E ficaram giras, mas pelo que percebi e apurei, aqui não é muito normal as pessoas quererem unhas de acrílico pequenas, naturais. Gostam é daquelas garras falsas. Segundo consta o tamanho das minhas foi o mais pequeno que já viram.
Não sei mas gostei delas. Não me perguntei para a semana.
Nesse mesmo dia, eu e o V fomos ao Borough Market. É assim uma daquelas coisas que tenho mesmo muito carinho em Londres, é mesmo fofinho. E a zona é simplesmente adorável e a 10 minutos da minha casa. Aconselho a quem venha a Londres vir ao Borough Market ao Sábado de manhã.
O jantar na casa da auntie também estão a ser mesmo bons. Adoro aquela família. Adoro aqueles jantares. E adoro aquelas meninas.

15.12.11

eu, a Zara e a minha dor de costas

Ai que miminho de título.
Até fiquei impressionada com a minha própria inspiração/criatividade para tal título (geralmente é o que surge com mais dificuldade num post).
Ainda não disse hoje, mas não gosto do novo facebook, acho que o Zuckerberg  se devia deixar de merdas que já deve ter coisinhas suficientes para se preocupar e deixar o bicharoco como está. Ou então não tem.
E nesse caso eu oferecia-lhe de boa vontade a minha dor de costas.
Tudo começou na manhã de Sábado quando um mar de gente sonhou com a Zara de High Street Kensington e imaginou que esta seria o paraíso mais próximo. Rumaram até à mesma e foi o caos.
Eram roupas pelo chão, cachecóis nas prateleiras dos sapatos, sapatos nas prateleiras das malas... e a minha mesa com roupa até 3 metros. Até vos digo mais, se eu me colocasse atrás da mesa ninguém via Ana nenhuma. Pois.
Depois de despachar metade da roupa que estava em cima da mesa (e que não pertencia àquele espaço), comecei a dobrar, acabando este feito 1h e meia depois. Quando me levantei, as minhas costas gritaram. De socorro e de alívio ao mesmo tempo.
Não liguei. No Domingo, nem na Segunda-feira. Na Terça as dores eram insuportáveis, na Quarta o horário não permitia. Mas hoje fui ao centro de saúde.
Não posso fazer esforços desnecessários, mas posso fazer a minha vida normalmente.
E devo evitar o frio.
Que lindo.
A coisa está tão preta que preciso de ajuda para vestir a camisola.
A Zara f****-me as costas todas pá. Literalmente.
Hoje estou com uma crise.
Tenho saudades de cuidar de mim. 
Saudades do ritual dos cremes, do verniz nas unhas dos pés, das unhas das mãos sempre bem cuidadas, do cabelo sempre apresentável.
A saga vai começar amanhã!
E isto não é como a dieta, prometo. É mesmo amanhã.
Eu mereço.


10.12.11

a saga do chá de limão e do London Shard

Quando tenho tempo para fazer 'nada', sento-me na minha cama e olho à janela. 
Enquanto sopro para o chá de limão arrefecer, fico a pensar no London Shard.
Aquele gigante lá em cima...que não pára de crescer. Sempre que tenho 'destes momentos' reparo que ele está maior. Que já lhe colocaram mais umas janelas e mais uns andares.
Será que ele não vai parar de crescer?
E a esta hora pergunto-me porque é que nesta cidade em que têm a mania que são os senhores da poupança de energia não apagam as luzes dos escritórios à noite? Nem durante o fim-de-semana?
Já me disseram que era para ficar bonito. E eu não duvido. (Há gente louca deste lado).
O London Shard nem está pronto, nem funciona nada lá dentro ainda, e já está cheio de luzes (e não são as de natal, juro).
E aconchego-me melhor na cama, meto uma almofada entre a janela e as costas que me doem depois de um dia de trabalho.
Não me esqueci do blog.
E "não tenho tido tempo" não é a minha desculpa. Arranja-se sempre tempo quando se quer fazer algo.
Mas quando esta pequenina falta é combinada com falta de paciência para o computador e falta de inspiração a coisa fica difícil.
No outro dia, uma leitora, Rita pediu-me para falar sobre como era a minha vida cá e o que posso acrescentar de útil a quem pensa vir morar para cá.
Ao início o mais complicado foi encontrar casa. Eu não morava num hostel porque tinha cá (GRANDES) amigos que me ofereceram um lar. Mas é complicado arranjar dentro dos parâmetros, pois se temos algum dinheiro para gastar, arranja-se mais facilmente. O meu limite eram 500£ e na zona 2 (no máximo) pois não queria pagar muito de transportes.
Vi 4 casas e a que estou agora não foi a que gostei mais. Só que alguém tomou a decisão de ficar com a outra antes de mim.
As casas aqui têm uma vantagem e desvantagem, aparecem e desaparecem não à velocidade da luz, mas mesmo muito rapidamente. Arranja-se sempre, mais perto ou mais longe, de acordo o que procuramos.
Trabalho, é outra coisa complicada porque há demasiados meios para espalhar a informação.
Mal cheguei inscrevi-me em três agências de emprego temporário para ver se me chamavam para alguma coisa. Mas nunca me chamaram. Só consegui arranjar alguma coisa quando levantei o rabo do sofá e pus-me a entregar currículos na Regent Street e a Zara achou-me piada.
Quem me dera que não tivesse achado.
Pois agora a busca de outro trabalho está-se a tornar chata e complicada.
Aqui toda a gente se desenrasca, há sempre quem esteja pior que nós, há sempre quem fale pior inglês do que nós, e nós conseguimos sempre fazer melhor do que já fizemos até agora. Have a little faith.
E se puder ajudar com mais alguma coisa acerca de Londres é só perguntarem. Tu também Rita, obrigada.
E dou mais um sopro no meu chá. Ainda está quente.
O aquecimento de casa não deixa que ele arrefeça tão depressa.
Se estivesse na rua estava feito num cubo de gelo. Ice tea limão. E eu que nunca gostei disso.
O post já está muito grande.
Só quero dar na cabeça do blog que não me deixa comentar os blogs dos meus seguidores, porque não me deixa iniciar sessão nos blogs deles. E pára lá sff de mexer com o layout dos meus blogs. Irritas-me.
Have a great weekend.