8.5.11

Sunday morning, rain is falling.

É estranho sentir-me assim.
Estranho mas tu vais perceber o porquê.
Depois de 3 anos e meio, depois de alegrias e de não-foi-tão bom assim... Pensei que ia morrer de "solidão". Não sei se solidão será a palavra correta. Eu senti-me perdida, sem rumo. Não me lembrava de alguma vez ter estado sozinha (3 anos é uma vida, e antes disso, era uma pita e isso ainda não era problema).
3 anos com alguém a se preocupar comigo, ou só o estar ali, independentemente de querer saber ou não. 
Estar ali, ter alguém que é "obrigado" a me ouvir quando estou mal. Ver-me sem isso, sufocou-me.
A verdade é que eu estava a aprender a viver comigo. Sozinha. 
Eu a viver com a Ana e com a Carolina. Eu a aturar os meus stresses, as minhas cenas, as minhas paranóias, os meus medos. Eu a festejar as minhas vitórias, a sorrir das minhas parvoíces e a ajudar-me a mim própria. 
Depois de ter estado no fundo, estava a começar a sentir-me bem comigo própria.
Até que aparece ele. Ele versão anjo que caíu do céu. Ele que veio para revolucionar-me por dentro.
Que me disse em pensamentos "olha, eu já cheguei ok? Não te preocupes mais com coisas que eu vou cuidar de ti." E eu respondi-lhe na cabeça "não, não quero que venhas, não quero que te entranhes na minha vida agora que eu estou bem! Sai daqui.... oh mas és tão giro!"
E os dias passaram e quando dei por mim, ali estava eu. Mais uma vez a sentir-me amada. Mais uma vez a ter quem cuidasse, quem me elogiasse, quem me parasse quando eu estava errada.
Mais do que alguma vez.
E agora custa mais, custa 811 vezes mais. Porque contigo foi 811 vezes mais intenso, foram mais 811 sorrisos, foram mais 811 lágrimas de alegria, foram 811 passeios diferentes, foram mais 811 abraços, beijos, carinhos... foram 811 dias.
Eu vou aprender de novo, porque da outra vez a minha vitória foi nula. Desta vez não quero cá anjos para me salvarem de mim própria. Eu sou eu, comigo, sem mais ninguém.