30.8.10
A minha nova aquisição
27.8.10
Balanço das férias que ainda não acabaram
Uma surpresa agradável. É tudo o que estas férias têm sido até agora. Não me posso queixar. Elas têm sido uma pausa. Têm sido um conjunto de momentos fabulosos: a dois, com amigos, com a família, a sós. Momentos que são como sopros que acariciam a alma.
Gosto de estar aqui, perto do céu e do mar. Dantes não gostava, não apreciava o silêncio, o descanso, os pássaros, a vista (privilegiada) que a minha casa tem sobre o horizonte. Agora gosto de cada momento, cada segundo.
Gostei de tê-la cá. De mostrar como a minha vida (aqui) é feita, e como é que se vive numa “ilha isolada” como ela dizia. Ela dizia também que era sufocante, mas conheceu um paraíso, a verdadeira Pérola do Atlântico. Tentei que cada momento lhe desse o máximo de prazer possível. Antes parecia um sonho tê-la ao meu lado, na minha terra natal. Aconteceu e foi bom. Fica o desejo da repetição.
Gostei dos cafés tardios depois do estágio. Aqueles que faziam descontrair. Ir para casa, reflectir no dia que está a terminar e carregar toda a energia possível (para além da necessária) para um novo dia de experiência.
Gostei de acampar naquele ambiente de amizade, misturado com festa, álcool e sorrisos.
Porto Santo, um lugar mágico com um brilho próprio. É como se fosse uma ilha imaginária. As fotografias? São a memória de dias felizes. Os mergulhos, as confidências trocadas, as “bocas” mal encaixadas, os copos, os jantares, ele, os amigos dele e as minhas amigas. Umas mais do que outras. Aqui os dias de sol ganham brilho. “Um prisma multicolor que se espelha no fundo do mar.” Não sei onde li, mas encaixa-se na perfeição desta ilha. Depois de um mergulho naquela água feita de cristais, uma pessoa vem à superfície e sente-se mais tranquila.
Gostei dos passeios de mota, com o friozinho provocado pela velocidade e excitação.
As férias servem para apurar os sentidos. É o refúgio de tudo aquilo que não gostamos.
Não trocava este amanhecer na natureza, nem o entardecer com os pés a serem massajados pela areia nem que me pagassem!
E daqui a pouco, mais uma etapa destes momentos inesquecíveis vai chegar e com certeza não irá desapontar as expectativas.
Quero mais dias assim…
21.8.10

“-Teria de ser como a queca anónima em Turbulência 2.
-Por favor, não digas «queca». Odeio a palavra. É «fazer amor» - conclui Maggie.
-Mas qual é a diferença entre «fazer amor» e «dar uma queca»?
Quer dizer, a sério?
-Dar uma queca é so o coito. Fazer amor é o coito mais todas as outras coisas.
Haha.
Estava eu a ter a minha leitura diária da minha mais recente aquisição literária “O diário de Carrie”, que para quem não sabe conta a história da vida de Carrie Bradshaw (personagem principal do Sexo e a Cidade) antes de se tornar na mulher que conhecemos, quando deparei-me com este diálogo. Fez-me lembrar tanto de umas conversas que pairavam por (todos) os cantinhos da ‘nossa’ casa, e se bem que até em casa de amigos, esta conversa era comum entre mim e a minha amiga. Gostava de saber opiniões.
Para ser sincera, tenho saudades destes diálogos. Tenho saudades de me “tentar” fazer entender. Tenho saudades do dia em que começas-te a perceber um bocadinho do meu ponto de vista. Tenho saudades tuas.



